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Nós (O galpão)

Com 34 anos de existência e 22 espetáculos realizados, uma nova produção do Grupo Galpão, um dos mais importantes do país, é sempre motivo de expectativa e possível prazer. Em “NÓS”, temos no palco, sete personagens. São cinco homens e duas mulheres a preparar caipirinhas e uma sopa. Enquanto isso, falam de intolerância, violência e essa estranha dificuldade de aceitar a diversidade. E cantam, tocam instrumentos, dizem poemas. Riem. Brigam. Existem. Convivem. Quem são eles? Nenhuma resposta. Que lugar é aquele? Nenhuma resposta. A certa altura, todos decidem que a personagem de Teuda Bara, em magnífica e corajosa interpretação, deve ir embora. Ela não quer. Eles a expulsam. Por quê? Para onde? Continuamos sem respostas. Em seguida, todos cantam a esquecida e belíssima canção “Balada do Lado sem Luz”, em um dos mais emocionantes momentos do espetáculo. Isso não impede que a personagem depois volte e todos festejem. Não há respostas racionais para nenhuma ação. São todos como personagens beckettianos, à espera de algum tipo de Godot. Ou à espera de nada. Assim como a vida, tudo apenas flui. “Nós” pode ser um substantivo, laços, amarras, imbróglios. Mas “Nós” é pronome pessoal, é o próprio grupo. Ali estão eles, desnudados em seus desejos, inquietações, particularidades. Atores, personagens, homens e mulheres. Provavelmente, alguns espectadores sairão do Teatro inquietos com a falta de uma história com princípio, meio e fim, com a falta de respostas à suas próprias perguntas. Talvez até nem gostem do que viram. Mas, quem se abrir para o lúdico exercício experimentado no palco, participará de uma suave orgia dionisíaca, onde o grande deleite está na existência da cena. E, assim, participará com todo o elenco da cena final, onde muitos sobem ao palco e, com eles, dançam, cantam, se abraçam. “Nós”, mais que uma peça de teatro, é uma celebração! Do ser-poético com o ser-social. Maravilhosamente executada, com uma brilhante direção de Márcio Abreu e um elenco afiadíssimo. Imperdível! Uma das características do Grupo Galpão é a variedade de seus diretores que vai de Gabriel Villela e Cacá Carvalho a Paulo de Moraes e Eid Ribeiro. Um deles, Paulo José, que dirigiu o grupo em duas ocasiões, deu essa certeira definição: “Muitos montam peças, o Grupo Galpão faz Teatro!” E, assim, longa vida a “eu, tu, ele, NÓS, vós, eles”.